Cidade · Amazonas, Brasil
O brasão de Manaus é quase uma pintura da Amazônia: o encontro das águas dos rios Negro e Solimões com os bergantins de Orellana, o Forte de São José onde a cidade nasceu, e uma seringueira — a árvore da borracha que fez a fortuna da capital. Tudo sob um sol com a data de 21 de novembro de 1889. A bandeira, de cor bege, tem a cor das águas barrentas do rio.
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| Estado | Amazonas (capital) |
|---|---|
| Origem | Forte de São José da Barra do Rio Negro (1669) |
| Capital do Amazonas desde | 1850 (nome «Manaus» desde 1856) |
| Brasão | Decreto-Lei n.º 17, de 17 de abril de 1906 |
| Bandeira | Lei Municipal n.º 718, de 20 de novembro de 2003 |
| Apogeu | Ciclo da borracha (c. 1880–1910) |
Brasão de Manaus — o encontro das águas, o forte e a seringueira, sob o sol de 1889
Escudo de forma híbrida, timbrado por um sol de ouro com a data «21 de novembro de 1889». Divide-se em três: em cima, à esquerda, o encontro das águas dos rios Negro e Solimões com dois bergantins; à direita, o Forte de São José, casas indígenas de palha e duas figuras; embaixo, um trecho de rio com uma seringueira. Ladeiam-no dois ramos frutados.
O brasão de Manaus é pictórico: em vez de figuras heráldicas abstratas, pinta cenas da história da cidade. À esquerda, o encontro das águas — onde o Rio Negro se junta ao Solimões — recebe dois bergantins que aludem à expedição de Francisco de Orellana, o primeiro europeu a descer o Amazonas, em 1542. À direita, o Forte de São José da Barra do Rio Negro e as casas indígenas de palha lembram a origem da cidade, e as duas figuras representam a paz entre portugueses e nativos.
A cena maior, embaixo, mostra uma seringueira à beira do rio: é a árvore da borracha, a riqueza que fez de Manaus «o grande empório da goma elástica». No alto, o sol traz a data «21 de novembro de 1889», dia em que a Província do Amazonas aderiu à República. O conjunto foi instituído pelo Decreto-Lei n.º 17, de 17 de abril de 1906.
Bandeira de Manaus — campo bege, a cor das águas do Amazonas, com o brasão ao centro
A bandeira é surpreendentemente simples para uma capital: um pano de cor bege com o brasão da cidade ao centro, na proporção 7:10. A escolha da cor não é banal — o bege representa a cor barrenta das águas do rio Amazonas, que a lei descreve como «a maior identidade do povo manauara».
Foi instituída, bem mais tarde que o brasão, pela Lei Municipal n.º 718, de 20 de novembro de 2003, e é de uso obrigatório na Prefeitura, na Câmara e nas repartições municipais.
Manaus está onde o Rio Negro, escuro, se encontra com o Solimões, barrento, sem que as águas se misturem de imediato — o célebre encontro das águas. Foi por esse rio que, em 1542, Francisco de Orellana fez a primeira travessia europeia do Amazonas; mais de um século depois, em 1669, os portugueses ergueram ali o Forte de São José da Barra do Rio Negro, semente da futura cidade.
Mas foi a borracha que fez a lenda de Manaus. Entre cerca de 1880 e 1910, o látex da seringueira fez da capital amazonense uma das cidades mais ricas do mundo — a «Paris dos Trópicos», com bondes elétricos e o suntuoso Teatro Amazonas (1896). É essa árvore, no coração do escudo, que resume a época que ergueu a cidade — e é por isso que a seringueira ocupa a maior das cenas do brasão.
É um brasão pictórico que conta a história da cidade em três cenas: o encontro das águas com os bergantins de Orellana, a fundação em torno do Forte de São José e a paz entre portugueses e indígenas, e uma seringueira que lembra a riqueza da borracha. No alto, um sol traz a data de 21 de novembro de 1889.
As duas embarcações (bergantins) aludem à expedição de Francisco de Orellana, que em 1542 fez a primeira descida europeia do rio Amazonas. Elas aparecem sobre o encontro das águas dos rios Negro e Solimões.
A seringueira é a árvore de onde se extrai o látex. Ela simboliza o ciclo da borracha, que no fim do século XIX fez de Manaus um dos grandes empórios mundiais da goma elástica e financiou a sua Belle Époque, com obras como o Teatro Amazonas.
O fundo bege representa a cor barrenta das águas do rio Amazonas, considerada, segundo a lei, a maior identidade do povo manauara. Sobre esse campo bege vai o brasão da cidade. A bandeira é de 2003 (Lei n.º 718).
É a data em que a antiga Província do Amazonas aderiu à Proclamação da República. A data figura nos raios do sol que encima o brasão de Manaus.
Última revisão pela redação do Emblema Mundi em 18 de setembro de 2026.