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Estado
Os símbolos oficiais do Paraná tiveram uma história legal incomumente turbulenta. O brasão de armas — um escudo verde com lavrador, sol nascente sobre três picos e timbre de gavião-real — foi fixado em 1947, revisado em 1990 e depois restaurado à forma de 1947 em 2002, depois que a Justiça declarou inconstitucional o redesenho intermediário. A bandeira estadual, desenhada por Rodolpho Doubek no mesmo ano do brasão, cruza um campo verde com uma faixa diagonal branca trazendo o Cruzeiro do Sul sobre uma esfera azul. Os dois emblemas ladeiam seus motivos centrais com ramos de araucária (pinheiro-do-paraná) e erva-mate, os dois produtos que moldaram a economia do estado.
| Estado | Paraná (separado de São Paulo pela Lei Imperial n.º 704, de 29 de agosto de 1853, hoje Dia da Criação do Estado; governo instalado em Curitiba em 19 de dezembro de 1853) |
|---|---|
| Capital | Curitiba |
| Brasão adotado | Desenho original pela Lei Estadual n.º 904, de 21 de março de 1910 (Alfredo Andersen); forma atual pelo Decreto-Lei n.º 2.457, de 31 de março de 1947; uma revisão de campo vermelho de 1990 foi declarada inconstitucional e o brasão de 1947 foi restaurado pelo Decreto n.º 5.713, de 27 de maio de 2002 |
| Bandeira adotada | Decreto-Lei n.º 2.457, de 31 de março de 1947, mesmo instrumento do brasão; igualmente restaurada pelo Decreto n.º 5.713, de 27 de maio de 2002 |
| Desenhistas | Alfredo Andersen (composição original do escudo, 1910); Rodolpho Doubek (bandeira, 1947) |
| Cor do campo do escudo | Verde (sinople) na versão de 1947/atual — não vermelho, apesar desse erro aparecer em algumas fontes secundárias que descrevem o desenho superado de 1990 |
| Região | Sul |
| Área | ~199 307 km² |
Brasão de Armas do Paraná — Lavrador, sol nascente, cordilheira marítima e gavião-real
O brasão do Paraná segue a tradição emblemática republicana brasileira, afastando-se dos modelos clássicos europeus para privilegiar referências à paisagem, à economia e às aspirações do povo paranaense. Adotado em 1947, o escudo concentra elementos que remetem à vocação agrícola, à natureza exuberante e ao ideal de liberdade.
Nota sobre precisão: diversas fontes de turismo e de interesse geral na internet descrevem o campo do escudo como vermelho; isso corresponde à versão de 1990, hoje sem validade legal, não ao desenho de 1947/2002 atualmente em vigor, e não deve ser tomado como o blasonamento oficial.
A composição tem origem no pintor de origem norueguesa Alfredo Andersen, radicado em Curitiba, que desenhou o brasão adotado pela Lei Estadual n.º 904, de 21 de março de 1910. Como os símbolos da maioria dos estados brasileiros, o brasão saiu de uso oficial sob a Constituição centralizadora do Estado Novo de 1937; quando o governador Moysés Lupion restaurou os símbolos próprios do estado após o retorno à ordem constitucional, o Decreto-Lei n.º 2.457, de 31 de março de 1947, reinstituiu o brasão, mantendo os elementos centrais de Andersen — o lavrador, o sol, os três picos e a águia — dentro de um desenho revisado.
Em 1988, formou-se uma comissão para revisar imprecisões heráldicas e descritivas percebidas nos símbolos de 1947; seu trabalho resultou na Lei Complementar n.º 52, de 24 de setembro de 1990, aprovada por unanimidade pela Assembleia Legislativa, que redefiniu o brasão com campo vermelho e ajustou detalhes da águia, dos ramos e da constelação na bandeira que o acompanha. Essa versão de 1990 foi contestada na Justiça sob o argumento de que alterar os símbolos oficiais de um estado exigia emenda constitucional, e não uma lei complementar comum; o Tribunal de Justiça do Paraná concordou e declarou a Lei Complementar 52 inconstitucional. Com base nessa decisão, o governador Jaime Lerner editou o Decreto n.º 5.713, de 27 de maio de 2002, restaurando formalmente o brasão de 1947 — com seu campo verde — como o brasão oficial do estado, versão que permanece em vigor hoje.
A ocupação europeia do território paranaense remonta ao século XVI, com a fundação de Paranaguá (1648) e Curitiba (1693). Durante séculos, a região permaneceu como comarca da província de São Paulo. A Lei Imperial n.º 704, de 29 de agosto de 1853, assinada por D. Pedro II, criou a província do Paraná; o governo provincial só foi instalado fisicamente em 19 de dezembro de 1853, quando Zacárias de Góis e Vasconcellos tomou posse como primeiro presidente em Curitiba. No século XX, o Paraná recebeu grandes levas de imigrantes — poloneses, ucranianos, italianos, alemães e japoneses —, que transformaram a agricultura e a cultura do estado. A economia passou do tropeirismo e da erva-mate para o café (norte pioneiro) e, posteriormente, para a soja, fazendo do Paraná um dos celeiros do Brasil.
Bandeira do Paraná — Cruzeiro do Sul sobre esfera azul, ramos de araucária e erva-mate
A bandeira do Paraná foi criada por Rodolpho Doubek e instituída em 31 de março de 1947, substituindo um desenho anterior utilizado durante o período dos interventores federais. O novo pavilhão manteve a identidade visual paranaense ao mesmo tempo em que se diferenciou da bandeira nacional.
A bandeira é composta por um retângulo verde atravessado por uma banda diagonal branca (banda descendente da esquerda para a direita do observador). No centro, uma esfera azul carrega as cinco estrelas do Cruzeiro do Sul em branco: a estrela maior acima do arco e as quatro menores abaixo. Um arco branco cruza a esfera com o dístico “PARANÁ” em letras maiúsculas verdes. Dois ramos abraçam a esfera: araucária à direita e erva-mate à esquerda do observador.
A bandeira é hasteada em todos os edifícios públicos estaduais e preside as cerimônias oficiais. Quando hasteada ao lado da bandeira nacional, ocupa a vigésima posição na ordem de precedência. O pavilhão paranaense é presença constante nas festividades de 19 de dezembro (aniversário de emancipação) e nos eventos culturais de Curitiba.
O lavrador representa a riqueza dos campos paranaenses e a disposição do povo para o trabalho agrícola, atividade fundamental na economia do estado desde a colonização.
A ave é o gavião-real (Harpia harpyja), também chamado harpia. De asas estendidas e olhando de frente, simboliza as inclinações humanas pela liberdade.
A bandeira foi criada por Rodolpho Doubek e adotada em 31 de março de 1947, substituindo um desenho anterior utilizado durante o período dos interventores federais.
O Cruzeiro do Sul na esfera azul liga o Paraná à simbologia nacional brasileira, assim como na bandeira do Brasil. A estrela maior fica acima do arco e as quatro menores abaixo.
A Lei Imperial n.º 704, assinada pelo imperador D. Pedro II, tem a data de 29 de agosto de 1853 e é o ato legal que criou a Província do Paraná, separando-a de São Paulo; essa data é hoje o Dia da Criação do Estado. O governo da província só foi instalado fisicamente em 19 de dezembro de 1853, quando seu primeiro presidente, Zacárias de Góis e Vasconcellos, chegou a Curitiba e tomou posse — uma distinção às vezes confundida em fontes secundárias.
Verde. O escudo instituído em 1947 pelo Decreto-Lei n.º 2.457 tem campo verde (sinople). Uma revisão de campo vermelho foi adotada em 1990 pela Lei Complementar n.º 52, mas o Tribunal de Justiça do Paraná declarou essa lei inconstitucional, e o Decreto n.º 5.713, de 27 de maio de 2002, restaurou o brasão original de 1947, com seu campo verde, como a versão atualmente em vigor.
Última revisão pela equipe editorial do Emblema Mundi em 5 de julho de 2026.