Cidade · Minas Gerais, Brasil
A antiga Vila Rica, coração do ciclo do ouro e Patrimônio Mundial da UNESCO, carrega o seu nome nas próprias armas: um campo de ouro com três montes de sable — o «ouro preto». O brasão data-se de 1711 e 1789, e a bandeira, dividida em negro e ouro, ostenta o lema «Pretiosum aurum nigrum» — a versão adotada em 2005 no lugar de um lema mais antigo e polêmico.
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| Estado | Minas Gerais (Brasil) |
|---|---|
| Fundação | 1698 (arraial); vila em 1711, como Vila Rica |
| Nome atual | Ouro Preto, desde 1823 |
| Capital de Minas Gerais | 1720–1897 |
| Patrimônio Mundial (UNESCO) | 1980 |
| Lema | Pretiosum aurum nigrum (desde 2005) |
Brasão de Ouro Preto — três montes negros em campo de ouro, entre as datas de 1711 e 1789
Escudo de ouro, com três montes de sable moventes da ponta. Timbre: coroa mural de ouro. Acostado de dois listeis com as datas «1711» e «1789». Em listel inferior, a divisa «PRETIOSVM AVRVM NIGRVM».
A ideia do escudo está no próprio nome da cidade. Sobre o campo de ouro, três montes de sable (negros) figuram o «ouro preto» — o ouro escurecido por óxido de ferro que os bandeirantes acharam nestas serras no fim do século XVII — e as próprias montanhas auríferas em que a povoação nasceu.
O escudo é timbrado por uma coroa mural de ouro, convenção heráldica das cidades, e ladeado por dois listeis com as datas 1711 — a elevação do arraial a Vila Rica — e 1789 — a Inconfidência Mineira. Ao pé, o listel traz a divisa latina «Pretiosum aurum nigrum».
Bandeira de Ouro Preto — partida de negro e ouro, com um triângulo ao centro e o lema latino
A bandeira é partida verticalmente: negro junto à tralha e ouro (amarelo) ao batente — outra vez as duas cores do «ouro preto». Ao centro, um triângulo e, atravessando o pano, a divisa latina «Pretiosum aurum nigrum», em letras que contrastam com cada metade.
O triângulo central é uma evocação da Inconfidência Mineira de 1789 — cujo triângulo, com o lema Libertas Quae Sera Tamen, viria a inspirar a bandeira do estado de Minas Gerais. Vila Rica foi o palco daquela conjuração, e a data de 1789 figura também no brasão.
No fim do século XVII, o ouro achado nestas montanhas vinha coberto por uma película escura de óxido de ferro: era o ouro preto. Em torno das minas cresceu Vila Rica, que se tornou a mais rica povoação da América portuguesa e a capital de Minas Gerais de 1720 a 1897. Foi aqui que se ergueram as igrejas barrocas de Aleijadinho e Mestre Ataíde, e foi daqui que partiu, em 1789, a Inconfidência Mineira, a primeira grande conjuração pela independência do Brasil, cujo mártir, Tiradentes, foi enforcado em 1792. Em 1980, a cidade tornou-se o primeiro sítio brasileiro inscrito como Patrimônio Mundial da UNESCO.
O lema da cidade também tem história. Durante décadas foi «Pretiosum tamen nigrum» — «precioso, ainda que negro». A fórmula passou a ser criticada por movimentos negros, que nela liam uma conotação racista (algo precioso «apesar de» negro). Em 2005, o município adotou «Pretiosum aurum nigrum» — «precioso ouro negro» —, hoje inscrito tanto no brasão quanto na bandeira.
«Ouro preto» é o ouro que os bandeirantes encontraram na região no fim do século XVII, escurecido por uma camada de óxido de ferro (e paládio) — daí «ouro negro». A cidade, primeiro chamada Vila Rica, tomou esse nome em 1823.
Em campo de ouro, os três montes de sable (negros) figuram o próprio «ouro preto» e as serras auríferas onde a cidade nasceu. O brasão é timbrado por uma coroa mural de ouro, convenção das cidades.
1711 é o ano em que o arraial foi elevado a vila, com o nome de Vila Rica; 1789 é o ano da Inconfidência Mineira, a conjuração pela independência que teve Vila Rica como palco.
O lema original era «Pretiosum tamen nigrum» («precioso, ainda que negro»). Por ser lido como tendo conotação racista, foi alterado em 2005 para «Pretiosum aurum nigrum» («precioso ouro negro»), que passou a figurar no brasão e na bandeira.
Sim. Vila Rica / Ouro Preto foi a capital de Minas Gerais de 1720 a 1897, quando a sede do governo passou para a recém-planejada Belo Horizonte. Hoje é Patrimônio Mundial da UNESCO (1980).
Última revisão pela redação do Emblema Mundi em 18 de setembro de 2026.