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Coat of Arms
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Estado
Os símbolos de Mato Grosso traçam um único arco: da corrida do ouro à reinvenção. O brasão de armas, escudo em estilo português adotado em 1918, é dominado pela figura heráldica do bandeirante — um braço armado empunhando uma bandeira marcada com a Cruz da Ordem de Cristo — recordando os prospectores paulistas cuja descoberta de ouro em 1719 no rio Coxipó deu origem à capital, Cuiabá. Sobre o escudo, uma fênix de ouro renasce das chamas, dispositivo lido localmente como a capacidade do estado de reinventar sua economia a cada ciclo. A bandeira, uma das mais antigas da federação brasileira, foi fixada semanas após a Proclamação da República: campo azul com losango branco, globo verde e uma estrela de ouro que remete a Sirius, a estrela que representa Mato Grosso na própria bandeira nacional.
| Estado | Mato Grosso (capitania criada em 1748, província em 1824, estado desde 15 de novembro de 1889) |
|---|---|
| Capital | Cuiabá (fundada em 1719 por bandeirantes paulistas) |
| Brasão adotado | Resolução n.º 799, de 14 de agosto de 1918, sob o governador Dom Francisco de Aquino Correia; cores e construção fixadas pelo Decreto n.º 5.003, de 29 de agosto de 1994 |
| Bandeira adotada | Decreto Estadual n.º 2, de 31 de janeiro de 1890, desenhada pelo governador Antônio Maria Coelho, Barão de Amambaí; abolida em 1929, restaurada pela Constituição estadual de 1947 |
| Formato do escudo | Português (ponta redonda), campo de sinople com morros de ouro e céu de blau |
| Lema | Virtute Plusquam Auro (Pela virtude mais do que pelo ouro) |
| Timbre | Fênix de ouro renascendo de fogueira de goles |
| Região | Centro-Oeste |
Brasão de Armas de Mato Grosso — Escudo com paisagem dos morros, bandeirante e fênix renascente
O brasão de Mato Grosso adota o escudo em estilo português, com ponta redonda, sobre um campo de sinople (verde). Dois morros de ouro — um ao centro e outro à sinistra, um pouco mais baixo — representam a paisagem serrana do estado. Na parte superior, sobre céu de blau (azul), destaca-se a figura heráldica do bandeirante: um braço armado empunhando uma bandeira com flâmula quadridentada ornada com a Cruz da Ordem de Cristo, tudo em prata, exceto a cruz, que é de goles (vermelho).
Nota sobre precisão: a descrição anteriormente publicada nesta própria página indicava que o brasão havia sido adotado por “decreto estadual de 1890”. Nenhuma fonte consultada sustenta essa data para o brasão — o escudo foi instituído pela Resolução n.º 799, de 14 de agosto de 1918, sob o governador Francisco de Aquino Correia, com suas cores especificadas apenas depois pelo Decreto n.º 5.003, de 1994. A data de 1890 pertence à bandeira, não ao brasão, e parece ter sido confundida entre os dois símbolos na página anterior.
A ocupação europeia de Mato Grosso começou com as bandeiras paulistas no início do século XVIII. Em 1718–1719, a expedição de Pascoal Moreira Cabral descobriu ouro às margens do rio Coxipó, fundando o arraial que daria origem a Cuiabá. A Capitania de Mato Grosso foi criada em 1748, desmembrada de São Paulo, com capital em Vila Bela da Santíssima Trindade, transferida para Cuiabá em 1835.
Após o declínio da mineração, o estado viveu ciclos econômicos sucessivos — borracha, erva-mate, pecuária — até se tornar, no final do século XX, uma das maiores potências do agronegócio brasileiro, liderando a produção nacional de soja, algodão e gado bovino. Em 1977, a Lei Complementar n.º 31 desmembrou a porção sul do estado para criar Mato Grosso do Sul, com capital em Campo Grande.
Bandeira de Mato Grosso — Campo azul com losango branco, globo verde e estrela de ouro tocando sua circunferência
A bandeira de Mato Grosso foi fixada pelo Decreto Estadual n.º 2, de 31 de janeiro de 1890, assinado no Palácio do Governo em Cuiabá por Antônio Maria Coelho, Barão de Amambaí, primeiro governador do estado após a Proclamação da República — pouco mais de 73 dias depois de a própria bandeira nacional do Brasil ter sido adotada, em 19 de novembro de 1889. O Artigo 2.º do decreto especificava ainda que a bandeira estadual deveria ser hasteada, em dias cerimoniais, abaixo da bandeira nacional. Foi posteriormente abolida pela Lei Estadual n.º 1.046, de 8 de outubro de 1929, e permaneceu fora de uso por quase duas décadas, até ser restaurada, com o desenho original inalterado, pelo Artigo 140 da Constituição estadual de 11 de julho de 1947.
O Artigo 1.º do decreto de 1890 descreve a bandeira como “azul, com losango branco, no centro deste uma esfera ou globo verde e uma estrela amarela com os raios tocando a circunferência da esfera” — azul, com um losango branco, em cujo centro está uma esfera ou globo verde trazendo uma estrela amarela (de ouro) cujos raios tocam a circunferência da esfera. A proporção da bandeira é 7:10. Fontes secundárias oferecem leituras variadas da simbologia das cores — o azul como o céu ou a aspiração espiritual, o losango branco como a paz ou, numa leitura positivista, como emblema do princípio feminino, o globo verde como extensão territorial ou esperança ambiental —, mas convergem em identificar a estrela de ouro com Sirius, a estrela usada para representar Mato Grosso na própria bandeira nacional do Brasil, e em ligar sua cor ao ouro que atraiu os primeiros colonizadores da região.
A bandeira é hasteada nos edifícios públicos de Mato Grosso e nas cerimônias oficiais ao lado da bandeira nacional, e é contada, junto com o brasão e o hino estadual, entre os três símbolos oficiais do estado. Por ser uma das bandeiras estaduais mais antigas da história federativa do Brasil, é frequentemente citada por ter sido adotada apenas semanas depois do próprio emblema nacional da jovem República.
A fênix de ouro renascendo das chamas simboliza a capacidade de Mato Grosso de se reinventar — referência à recuperação econômica após o declínio da mineração colonial, passando pelos ciclos da borracha e da pecuária até o moderno agronegócio.
O lema latino significa “Pela virtude mais do que pelo ouro”, afirmando que o verdadeiro valor do estado reside no caráter e na coragem de seu povo, não apenas nas riquezas minerais.
A bandeira, fixada pelo Decreto Estadual n.º 2, de 31 de janeiro de 1890, sob o governador Antônio Maria Coelho, é azul com um losango branco ao centro encerrando um globo verde e uma estrela de ouro de cinco pontas cujos raios tocam a borda do globo. A estrela é convencionalmente identificada com Sirius, a estrela que representa Mato Grosso na própria bandeira nacional do Brasil; azul, branco e verde já foram explicados como o céu, a paz e a extensão territorial do estado, enquanto a estrela de ouro também remete à riqueza mineral que atraiu os primeiros colonizadores.
Em 1977, a Lei Complementar n.º 31 desmembrou a porção sul de Mato Grosso para criar o estado de Mato Grosso do Sul, com capital em Campo Grande. A divisão entrou em vigor em 1.º de janeiro de 1979.
O braço armado empunhando a bandeira com a Cruz da Ordem de Cristo homenageia os bandeirantes paulistas que desbravaram o sertão mato-grossense em busca de ouro no início do século XVIII, fundando Cuiabá em 1719.
Última revisão pela equipe editorial do Emblema Mundi em 5 de julho de 2026.