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Estado
Os símbolos do Maranhão traduzem a história de um estado colonizado duas vezes — brevemente pela França, depois definitivamente por Portugal. O brasão de armas, concedido em 1905, é um desenho da era republicana com quartéis em verde, ouro e azul, emoldurando a bandeira do estado e uma pena e pergaminho, emblema de instrução. A bandeira, adotada em 1889 pelo poeta maranhense Sousândrade, é uma das mais distintas do Brasil: nove listras horizontais em branco, vermelho e preto — um desenho por vezes comparado à bandeira francesa, embora a semelhança com a fundação francesa de São Luís em 1612 seja uma coincidência, e não uma homenagem deliberada.
| Estado | Maranhão (antiga Capitania do Maranhão, província em 1824, estado desde 15 de novembro de 1889) |
|---|---|
| Capital | São Luís (fundada por franceses em 1612, França Equinocial) |
| Brasão adotado | Decreto nº 58, de 30 de dezembro de 1905; confirmado pela Lei nº 416, de 27 de agosto de 1906 |
| Bandeira adotada | Decreto nº 6, de 21 de dezembro de 1889; restaurada pela Lei Estadual nº 3.210, de 19 de novembro de 1971, após supressão no Estado Novo |
| Autor (bandeira) | Joaquim de Sousa Andrade, conhecido como Sousândrade |
| Cores da bandeira | Branco, vermelho, preto (listras); azul e branco (cantão e estrela) |
| Elementos do brasão | Escudo quartelado em verde, ouro e azul, com um quartel reproduzindo a bandeira do estado e uma pena e pergaminho ao centro |
| Patrimônio UNESCO | Centro histórico de São Luís (1997) |
| Região | Nordeste |
Brasão de Armas do Maranhão — Escudo quartelado emoldurando a bandeira do estado, com pena e pergaminho ao centro
O brasão do Maranhão segue um contorno descrito por fontes heráldicas brasileiras como inspirado no escudo da Confederação Suíça, emoldurado por uma cercadura dourada de estilo barroco e encimado por um ramo de louros, também em ouro. O campo divide-se em quatro quartéis: o superior direito é verde, o inferior direito é ouro, o inferior esquerdo é azul, e o quartel superior esquerdo reproduz em miniatura a própria bandeira do estado. Ao centro do escudo repousam uma pena e um pergaminho, emblema da instrução e das letras.
Segundo as fontes consultadas, o quartel verde representa a natureza abundante do Maranhão, o quartel ouro a riqueza do estado, e o quartel azul o céu e o mar. O conjunto pena-e-pergaminho ao centro é descrito de forma consistente como representando a educação e a cultura — algumas fontes acrescentam que a pena seria de garça, ave associada aos igarapés e lençóis do estado, mas esse detalhe específico não pôde ser confirmado de forma independente no texto de um decreto oficial e deve ser tratado como tradição secundária, não como fato estabelecido.
O brasão atual foi instituído pelo Decreto nº 58, de 30 de dezembro de 1905, editado pelo primeiro vice-governador Alexandre Colares Moreira Júnior, e posteriormente confirmado pela Lei nº 416, de 27 de agosto de 1906, sob o governador Benedito Pereira Leite. Fontes heráldicas brasileiras atribuem o desenho original a um desenhista identificado como Lucílio. Algumas fontes mencionam ainda uma tradição armorial anterior, largamente simbólica, atribuída ao breve episódio colonial francês de 1612–1615 — um sol ladeado por três flores-de-lis douradas, com o lema latino Indis sol splendet, splendescunt lilia Gallis — mas essa tradição é anterior a qualquer heráldica estadual contínua e não é a base do brasão atualmente em uso; deve ser lida como curiosidade histórica, não como antecedente documentado do desenho de 1905.
Bandeira do Maranhão — Nove listras em branco, vermelho e preto, com cantão azul e uma estrela branca
A bandeira do Maranhão foi adotada pelo Decreto nº 6, de 21 de dezembro de 1889, pouco mais de um mês após a Proclamação da República, durante o governo provisório republicano do estado. É atribuída a Joaquim de Sousa Andrade, poeta e político maranhense muito mais conhecido pelo pseudônimo literário Sousândrade, que na época ocupava um cargo no governo provisório estadual. Como a maioria das bandeiras estaduais criadas nos primeiros meses entusiasmados da República, foi abolida em todo o país durante a centralizadora ditadura do Estado Novo (1937–1945), quando Getúlio Vargas suprimiu os símbolos regionais em favor da bandeira nacional. A bandeira do Maranhão foi restaurada, sem alterações, pela Lei Estadual nº 3.210, de 19 de novembro de 1971.
Fontes vexilológicas brasileiras afirmam que Sousândrade provavelmente se inspirou na bandeira dos Estados Unidos para o conceito geral de um campo listrado com cantão — e não, como às vezes se supõe pela semelhança visual, na bandeira francesa. Como nenhum texto de decreto ou fonte biográfica consultada para esta página cita a França como influência de desenho, o aparente eco do episódio colonial francês de 1612–1615 em São Luís deve ser tratado como coincidência, e não como homenagem intencional, a menos que uma fonte documentada afirme o contrário.
A bandeira é um retângulo de proporções 2:3 composto por nove listras horizontais, alternando quatro brancas, três vermelhas e duas pretas, começando e terminando por uma listra branca. No canto superior próximo à haste, um cantão azul quadrado ocupa um terço do comprimento e metade da largura da bandeira, carregado de uma única estrela branca de cinco pontas.
Segundo a descrição oficial do estado, as três cores das listras representam a mistura de povos que formou a população maranhense: branco para os portugueses, vermelho para os povos indígenas e preto para os africanos. O cantão azul representa o céu, e a estrela branca simboliza o Maranhão como um dos estados da federação brasileira; várias fontes identificam especificamente essa estrela como correspondente à estrela atribuída ao Maranhão na esfera celeste da bandeira nacional — comumente citada como a estrela Acrab (Beta Scorpii) — embora essa identificação estelar específica seja repetida em fontes secundárias sem citação de um decreto primário, e seja apresentada aqui como amplamente divulgada, não como verificada de forma independente no texto do Decreto nº 6.
A bandeira é hasteada nos edifícios públicos estaduais e preside as cerimônias oficiais em todo o Maranhão. Seu listrado distintivo em preto, branco e vermelho torna-a uma das mais reconhecíveis entre as 27 bandeiras estaduais do Brasil, e ela aparece com frequência durante o Bumba meu boi, tradição festiva emblemática do estado (inscrita pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em 2019), bem como durante a temporada de festas juninas em São Luís.
Não diretamente. A bandeira foi desenhada em 1889 pelo poeta Sousândrade, e fontes vexilológicas brasileiras atribuem sua inspiração à bandeira dos Estados Unidos, não à França. O eco visual com a bandeira francesa é coincidência: as cores das listras foram escolhidas para representar a população indígena, portuguesa e africana do Maranhão, não a breve presença colonial francesa de 1612–1615.
Pelo Decreto nº 6, de 21 de dezembro de 1889. Foi suprimida em todo o país durante o Estado Novo (1937–1945) e restaurada oficialmente pela Lei Estadual nº 3.210, de 19 de novembro de 1971.
As quatro listras brancas, três vermelhas e duas pretas representam, segundo a descrição oficial do estado, os três povos cuja mistura formou a população maranhense: branco para os portugueses, vermelho para os povos indígenas e preto para os africanos. O cantão azul representa o céu, e sua estrela branca, o Maranhão entre os estados da federação.
Em 1612, o nobre francês Daniel de La Touche, senhor de La Ravardière, desembarcou no litoral do Maranhão e fundou São Luís como capital da França Equinocial, empreendimento colonial de curta duração, batizado por sua proximidade com a linha do Equador. Forças portuguesas expulsaram os franceses e tomaram o forte em 1615; o Maranhão foi então administrado como possessão portuguesa separada — depois Estado do Maranhão e Grão-Pará — unificado administrativamente ao restante da América portuguesa somente em 1774.
Um escudo com contorno ao modo do brasão suíço, quartelado em verde (natureza), ouro (riqueza) e azul (céu e mar), com um quartel reproduzindo a bandeira do estado e, ao centro, uma pena e um pergaminho simbolizando a instrução. Foi instituído por decreto em 1905 e confirmado por lei estadual em 1906.
Última revisão pela equipe editorial do Emblema Mundi em 4 de julho de 2026.