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Coat of Arms
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Estado
Os símbolos de Goiás contam a história de um território forjado pela bandeira, pela pecuária e pela posição estratégica no coração do Brasil. O brasão de armas, com o seu escudo em forma de coração, evoca desde a lenda do bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva — o Anhanguera — que em 1722 teria ateado fogo em aguardente para intimidar os índios Goiá, até o rio Araguaia bifurcando-se para formar a Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo. A bandeira, adotada em 1919, entrelaça as cores nacionais — verde e amarelo — com o Cruzeiro do Sul no cantão azul, afirmando a pertença goiana à federação brasileira.
| Estado | Goiás (antiga Capitania de Goiás, província em 1824, estado desde 15 de novembro de 1889) |
|---|---|
| Capital | Goiânia (desde 1937; antes Vila Boa de Goiás) |
| Brasão adotado | Lei Estadual n.º 650, de 30 de julho de 1919, desenhado por Luiz Gaudie Fleuri, sob o governador João Alves de Castro |
| Bandeira adotada | Lei Estadual n.º 650, de 30 de julho de 1919 (mesma lei do brasão), desenhada por Joaquim Bonifácio de Siqueira |
| Formato do escudo | Coração — símbolo da posição central de Goiás no Brasil |
| Figura histórica | Anhanguera (Bartolomeu Bueno da Silva), bandeirante de 1722 |
| Região | Centro-Oeste |
Brasão de Armas de Goiás — Escudo em coração com o Planalto Central, o Araguaia e as labaredas de Anhanguera
O brasão de Goiás foi desenhado por Luiz Gaudie Fleuri e adotado, junto com a bandeira estadual, pela Lei Estadual n.º 650, de 30 de julho de 1919, durante a administração do governador João Alves de Castro. Seu escudo é incomum entre os brasões estaduais brasileiros por seu contorno: uma forma de coração, lida como alusão à posição de Goiás próxima ao centro geográfico do país.
O campo superior do coração mostra uma paisagem rural com gado pastando, representando a principal atividade agropecuária do estado. Emoldurando o coração acima e ao redor estão um molho de arroz, um ramo de café, folhas de fumo e talos de cana-de-açúcar, atestando as outras grandes culturas do estado. Abaixo da paisagem, o escudo se divide em dois campos inferiores: de um lado, um campo azul com o “cometa de Biela” — peça bifurcada representando o ponto em que o rio Araguaia se divide para formar a Ilha do Bananal; do outro, um campo amarelo com losango vermelho, simbolizando a riqueza mineral do estado. Na base do escudo, um pequeno prato com labaredas evoca uma célebre lenda de fronteira (ver abaixo).
Nota sobre precisão: a descrição em português anteriormente publicada nesta própria página listava o lema em latim “Pro Brasilia Fiant Eximia” como pertencente a este brasão. Esse lema pertence, na verdade, ao brasão do estado de São Paulo, adotado em 1932 e desenhado por José Wasth Rodrigues — não faz parte do brasão de Goiás e foi removido aqui por se tratar de um erro factual.
A ocupação europeia de Goiás começou com as bandeiras paulistas em busca de ouro e indígenas no início do século XVIII. Bartolomeu Bueno da Silva filho organizou em 1722 a expedição que fundou os primeiros arraiais na região. A Capitania de Goiás foi criada em 1749, desmembrada de São Paulo. Com o esgotamento das minas, a economia girou para a pecuária extensiva e a agricultura, atividades que definem Goiás até hoje.
Em 1937, a capital foi transferida de Vila Boa de Goiás (atual Cidade de Goiás, patrimônio UNESCO) para a recém-construída Goiânia, projetada por Attilio Corrêa Lima e Armando de Godoy. Em 1988, a porção norte do estado foi desmembrada para criar o estado do Tocantins.
Bandeira de Goiás — Bandas verdes e amarelas com cantão azul e Cruzeiro do Sul
A bandeira de Goiás foi desenhada por Joaquim Bonifácio de Siqueira e adotada, no mesmo ato que o brasão, pela Lei Estadual n.º 650, de 30 de julho de 1919, sob o governador João Alves de Castro. Como a maioria das bandeiras estaduais brasileiras do período, seu desenho buscava combinar o esquema de cores nacional com um dispositivo regional distintivo. Tanto a bandeira quanto o brasão permanecem essencialmente inalterados desde 1919, continuidade que a própria Assembleia Legislativa de Goiás marcou com uma comemoração formal do centenário em 2019.
A bandeira é composta por oito bandas horizontais alternadas, quatro verdes e quatro amarelas, começando por uma verde. Num dos cantos superiores da bandeira situa-se um retângulo azul trazendo cinco estrelas brancas de cinco pontas dispostas para representar o Cruzeiro do Sul — a mesma constelação referenciada na bandeira nacional do Brasil, e que deu à terra recém-descoberta seus primeiros nomes portugueses, Vera Cruz e Santa Cruz.
A bandeira é hasteada em todos os edifícios públicos estaduais e preside as cerimônias oficiais. Nas festas juninas e nas cavalhadas de Pirenópolis — tradição colonial que encena a luta entre mouros e cristãos — a bandeira goiana aparece ao lado das bandeiras municipais, sublinhando a identidade cultural do estado.
O formato de coração simboliza a posição geográfica de Goiás no centro do Brasil, considerado o “coração” do país.
Representa a lenda do bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, que em 1722 teria ateado fogo em aguardente diante dos índios Goiá para intimidá-los e obter informações sobre as minas de ouro.
O cometa de Biela representa o rio Araguaia no trecho em que se bifurca para formar a Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo.
A bandeira foi desenhada por Joaquim Bonifácio de Siqueira e adotada, junto com o brasão desenhado por Luiz Gaudie Fleuri, pela Lei Estadual n.º 650, de 30 de julho de 1919, durante o governo de João Alves de Castro.
A Constituição de 1988 desmembrou a porção norte de Goiás para criar o estado do Tocantins, atendendo a reivindicações autonomistas da região que remontavam ao século XIX.
Última revisão pela equipe editorial do Emblema Mundi em 5 de julho de 2026.