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Estado
Os símbolos do Espírito Santo concentram-se numa única vista: a entrada da baía de Vitória, emoldurada pelos morros do Moreno e da Penha e pelo Convento de Nossa Senhora da Penha, situada dentro de uma grande estrela de cinco pontas que alterna as cores próprias do estado, azul e rosa. O brasão de armas, cujo desenho remonta a 1909 e foi fixado em sua forma atual em 1947, é ladeado por ramos de cana-de-açúcar e café — as duas culturas que sustentaram a economia do estado ao longo de quatro séculos — e traz o lema “Trabalha e Confia”. A bandeira, desenhada no ano anterior pelo governador Jerônimo Monteiro, repete a mesma paleta incomum em três faixas simples de azul, branco e rosa.
| Estado | Espírito Santo (capitania hereditária em 1534, província em 1824, estado desde 15 de novembro de 1889) |
|---|---|
| Capital | Vitória |
| Brasão adotado | Desenho fixado pelo Decreto Estadual n.º 456, de 7 de setembro de 1909, sob o governador Jerônimo de Souza Monteiro; forma atual pelo Decreto-Lei de 24 de julho de 1947 |
| Bandeira adotada | Desenhada em 1908 por Jerônimo Monteiro; azul e rosa fixados como cores oficiais em 7 de setembro de 1909; adotada oficialmente pelo Decreto-Lei n.º 16.618, de 24 de julho de 1947 |
| Lema | Trabalha e Confia |
| Fundador da capitania | Vasco Fernandes Coutinho (1535) |
| Região | Sudeste |
Brasão de Armas do Espírito Santo — Estrela azul e rosa emoldurando a vista da baía de Vitória, ladeada por café e cana-de-açúcar
O brasão do Espírito Santo, em seu desenho atual, foi fixado pelo Decreto Estadual n.º 456, de 7 de setembro de 1909, assinado pelo governador Jerônimo de Souza Monteiro e por seu secretário Ubaldo Ramalhete Maia; a versão hoje em uso oficial foi fixada, sem alterar o blasonamento essencial, por um Decreto-Lei de 24 de julho de 1947. Ao centro há uma grande estrela de cinco pontas alternando azul e rosa — as cores oficiais do próprio estado. Dentro da estrela está representada uma cena naturalista: a entrada da baía de Vitória, ladeada pelos morros do Moreno e da Penha, com o Convento de Nossa Senhora da Penha visível ao fundo.
Ao redor da estrela correm dois anéis concêntricos, em cujo espaço intermediário aparecem as palavras “Trabalha e Confia” e “Estado do Espírito Santo”. O escudo é ladeado por dois ramos em suas cores naturais: um ramo de café frutificado do lado direito (destra), e um talo de cana-de-açúcar do lado esquerdo (sinistra). Na base, uma fita, metade azul e metade rosa, traz duas datas: 23 de maio de 1535 e 12 de junho de 1817. Três pequenas estrelas de cinco pontas completam a composição, posicionadas para representar os três estados vizinhos: Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Nota sobre precisão: a descrição em português anteriormente publicada nesta própria página afirmava que o próprio escudo trazia “uma paisagem naturalista” com monte, mar e cafezeiro diretamente no campo, ladeado por “ramos de café e cana-de-açúcar”. Fontes primárias e de referência consultadas para esta página (o texto do decreto de 1909, o artigo da Wikipédia sobre o Brasão do Espírito Santo, e o material explicativo do próprio Tribunal de Justiça do Espírito Santo) descrevem, em vez disso, a cena da paisagem situada dentro de uma grande estrela azul e rosa no centro do escudo, além de documentarem três pequenas estrelas para os estados vizinhos e uma fita bicolor com as datas 23 de maio de 1535 e 12 de junho de 1817 — detalhes que a página anterior omitia. Essa página também dava o decreto de adoção da bandeira como “Decreto-Lei n.º 972 de 1947”; toda fonte encontrada para esta página traz, em vez disso, o número Decreto-Lei 16.618, de 24 de julho de 1947.
A Coroa portuguesa concedeu a capitania hereditária do Espírito Santo ao fidalgo Vasco Fernandes Coutinho em 1º de junho de 1534, com território que ia aproximadamente da foz do rio Mucuri até a do Itapemirim. Coutinho desembarcou em 23 de maio de 1535 numa enseada abaixo do morro da Penha, na atual Vila Velha, acompanhado de cerca de sessenta colonos; como o dia era um domingo de Pentecostes, deu à capitania o nome de Espírito Santo. O povoamento inicial apoiou-se no sistema de sesmarias e foi marcado por conflitos prolongados com os tupis e outros povos indígenas da região. Buscando maior segurança, Coutinho transferiu o centro administrativo em 1549 para uma ilha montanhosa na baía; após uma vitória portuguesa ali sobre forças indígenas em setembro de 1551, o novo povoado recebeu o nome de Vila da Vitória — núcleo da atual capital.
A economia açucareira, estabelecida sob Coutinho, permaneceu a espinha dorsal da capitania por cerca de três séculos. O território tornou-se província do Império após a independência e estado da federação com a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889. A partir de cerca de 1850, o café substituiu o açúcar como principal produto de exportação, transição acelerada nas décadas seguintes por levas organizadas de imigração italiana (a partir de 1874, sobretudo do Vêneto e do Trentino), somadas ao povoamento alemão e pomerano, que repovoaram boa parte do interior montanhoso e deixaram uma marca cultural ainda hoje visível no estado.
Um selo anterior e bem diferente para o estado havia sido adotado pela Lei Estadual n.º 2, de 11 de junho de 1892, centrado na constelação do Cruzeiro do Sul, em vez do dispositivo baía-e-estrela; foi substituído pelo desenho de 1909. O brasão de 1909 ficou suspenso por cerca de uma década após a Constituição centralizadora de 1937, antes de ser restaurado, com uma fita revisada, pelo Decreto-Lei de 1947: onde a versão de 1909 trazia na fita “23 de maio de 1535” e “2 de maio de 1892” (data da primeira constituição republicana do estado), a fita atual combina 23 de maio de 1535 com 12 de junho de 1817, data da execução de Domingos José Martins.
Bandeira do Espírito Santo — Faixas azul, branca e rosa com o lema Trabalha e Confia
A bandeira do Espírito Santo foi desenhada em 1908 pelo governador Jerônimo Monteiro, que no ano seguinte, em 7 de setembro de 1909, fixou o azul e o rosa como cores oficiais do estado no mesmo decreto que instituiu o brasão. A bandeira em si, porém, permaneceu sem estatuto legal formal por décadas: só foi oficialmente adotada pelo Decreto-Lei n.º 16.618, de 24 de julho de 1947, que fixou suas proporções para igualar as da bandeira nacional e especificou seu desenho em detalhe. Em 1989, uma proposta de Paulo Fundão para substituir a faixa rosa por vermelha, com o argumento de que a convenção heráldica desaconselha colocar dois esmaltes (cores) lado a lado sem um metal entre eles, foi rejeitada pelo governador Max Mauro após oposição pública e política; o desenho original permaneceu inalterado.
A bandeira é composta por três faixas horizontais de igual largura — azul, branca e rosa — ao longo de todo o comprimento da bandeira. Na faixa branca central, um arco de letras azuis traz o lema “Trabalha e Confia”. O azul e o rosa são descritos por fontes estaduais como uma referência às cores das vestes de Nossa Senhora da Penha, padroeira do Espírito Santo venerada no Convento da Penha, em Vila Velha (algumas fontes secundárias associam as cores, em vez disso, a Nossa Senhora da Vitória, padroeira da capital; este projeto segue a atribuição à Penha, a mais consistentemente repetida em fontes estaduais e de referência, registrando ao mesmo tempo essa divergência). A combinação de azul e rosa é incomum entre as bandeiras estaduais brasileiras, onde o rosa raramente aparece.
A bandeira é hasteada em todos os edifícios públicos estaduais e preside as cerimônias oficiais do Espírito Santo, ao lado da bandeira nacional, e é contada, junto com o brasão, entre os símbolos oficiais do estado. Sua paleta azul e rosa, compartilhada com o brasão, é frequentemente citada como o traço visual mais distintivo da heráldica estadual capixaba dentro da federação brasileira.
A grande estrela de cinco pontas, alternando azul e rosa, não é um símbolo celeste, mas uma moldura: dentro dela está uma cena da paisagem mostrando a entrada da baía de Vitória, ladeada pelos morros do Moreno e da Penha, com o Convento de Nossa Senhora da Penha visível ao fundo. As cores da estrela retomam a paleta oficial do estado, fixada em 1909.
“Trabalha e Confia” é o lema do estado. Atribuído ao governador Jerônimo Monteiro e comumente associado a uma máxima atribuída a Santo Inácio de Loyola — trabalhar como se tudo dependesse de si, confiar como se tudo dependesse de Deus —, aparece tanto no brasão quanto, em letras azuis na faixa branca, na bandeira do estado.
O rosa, ao lado do azul, foi fixado como cor oficial do estado em 7 de setembro de 1909, no mesmo decreto que instituiu o brasão. As fontes descrevem o azul e o rosa como referência às vestes de Nossa Senhora da Penha, padroeira do estado venerada no Convento da Penha, em Vila Velha; o rosa é, aliás, raro na vexilologia estadual brasileira, e uma proposta de 1989 para substituí-lo por vermelho foi rejeitada pelo governo do estado.
A Coroa portuguesa concedeu a capitania hereditária a Vasco Fernandes Coutinho em 1º de junho de 1534. Coutinho desembarcou numa enseada abaixo do morro da Penha, na atual Vila Velha, em 23 de maio de 1535 — um domingo de Pentecostes, que deu ao território o nome de Espírito Santo. O centro administrativo mudou-se para uma ilha na baía em 1549, e após uma vitória sobre forças indígenas em setembro de 1551 esse povoado recebeu o nome de Vila da Vitória, núcleo da atual capital.
O talo de cana-de-açúcar, à esquerda do escudo, recorda a economia açucareira que sustentou a capitania do século XVI até cerca de 1850. O ramo de café, à direita, marca a cultura que assumiu o posto de principal produto do estado a partir de meados do século XIX, mudança reforçada mais tarde por levas de imigração italiana, alemã e pomerana no interior serrano do Espírito Santo.
Última revisão pela equipe editorial do Emblema Mundi em 5 de julho de 2026.