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Estado
Os símbolos do Ceará condensam séculos de história entre o litoral e o sertão. O brasão de armas, de escudo polônio em campo verde fendido, reúne numa elipse central os quatro elementos da natureza cearense — o sol e o farol do Mucuripe (fogo), a serra e o pássaro (ar), o mar e a jangada (água), o sertão e a carnaúba (terra) — enquanto sete estrelas brancas evocam as mesorregiões do estado. Coroando o conjunto, a fortaleza dourada de cinco merlões remete à Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, fortificação que deu nome à capital. A bandeira, instituída em 1922 e atualizada em 2007, ostenta fundo verde com arco amarelo e o brasão ao centro, selando a identidade visual de uma terra de luz, vento e resistência.
| Estado | Ceará (capitania autônoma em 1799, província em 1824, estado desde 15 de novembro de 1889) |
|---|---|
| Capital | Fortaleza |
| Brasão adotado | Versão atual regulamentada por legislação estadual contemporânea |
| Bandeira adotada | 25 de agosto de 1922; versão atual — Lei n.º 13.878/2007, alterada pela Lei n.º 13.897/2007 |
| Formato do escudo | Polônio, campo verde fendido |
| Timbre | Fortaleza dourada com cinco merlões (Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção) |
| Estrelas | Sete estrelas brancas — as sete mesorregiões do Ceará |
| Região | Nordeste |
Brasão de Armas do Ceará — Escudo polônio com os quatro elementos, sete estrelas e fortaleza dourada
O brasão do Ceará adota um escudo polônio — forma arredondada na base, típica da tradição heráldica eslava e pouco usual na emblemática brasileira. O campo é verde fendido, e sobre ele organizam-se os elementos que sintetizam a geografia, a economia e a história do estado.
A ocupação colonial do Ceará remonta ao início do século XVII, quando portugueses e neerlandeses disputaram a região. O Forte Schoonenborch, erguido pelos holandeses em 1649, foi retomado e rebatizado pelos portugueses como Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, origem do nome da capital. A Capitania do Ceará tornou-se autônoma em 1799, desmembrando-se de Pernambuco. No século XIX, o Ceará protagonizou dois marcos nacionais: a Confederação do Equador (1824) e a abolição da escravatura no estado em 25 de março de 1884, quatro anos antes da Lei Áurea.
A economia cearense esteve historicamente ligada à pecuária no sertão, à cultura do algodão e à extração de cera de carnaúba. Hoje, Fortaleza é um polo industrial, turístico e de serviços, enquanto o interior vive a expansão da fruticultura irrigada e da energia eólica, da qual o Ceará é líder nacional.
Bandeira do Ceará — Fundo verde, losango amarelo e círculo branco com o brasão ao centro
A bandeira do estado do Ceará foi instituída em 25 de agosto de 1922. A versão atualmente em vigor foi definida pela Lei n.º 13.878, de 23 de fevereiro de 2007, com alterações introduzidas pela Lei n.º 13.897, de 21 de junho de 2007, que ajustou proporções e especificações cromáticas.
A bandeira é um retângulo verde contendo um losango amarelo — o mesmo esquema de cores e proporções da bandeira nacional do Brasil — e, ao centro do losango, um círculo branco que encerra o brasão de armas do estado em suas cores oficiais.
A bandeira é hasteada em todos os edifícios públicos estaduais e municipais e preside as cerimônias oficiais. Ela acompanha as manifestações culturais cearenses — do Carnaval de Fortaleza à Regata de Jangadas de Mucuripe — e está presente nos estádios durante os jogos do Fortaleza EC e do Ceará SC, sublinhando o orgulho regional.
As sete estrelas brancas representam as sete mesorregiões do estado: Noroeste, Norte, Metropolitana de Fortaleza, Sertões, Jaguaribe, Centro-Sul e Sul.
A fortaleza dourada com cinco merlões evoca a Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, fortificação colonial que deu nome à capital do estado.
A elipse contém quatro quadrantes representando os quatro elementos: sol e farol do Mucuripe (fogo), serra e pássaro (ar), mar e jangada (água), sertão e carnaúba (terra).
A bandeira foi instituída em 25 de agosto de 1922. A versão atual é definida pela Lei n.º 13.878/2007, com alterações da Lei n.º 13.897/2007.
O apelido remonta à abolição da escravatura no Ceará em 25 de março de 1884, quatro anos antes da Lei Áurea nacional. O epíteto celebra o pioneirismo abolicionista do estado, liderado por figuras como o jangadeiro Francisco José do Nascimento (o Dragão do Mar).
Última revisão pela equipe editorial do Emblema Mundi em 4 de julho de 2026.