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Estado
Primeiro ponto do território brasileiro avistado pelos portugueses em 1500, a Bahia carrega nos seus símbolos oficiais as marcas da colonização e dos ideais republicanos. O brasão de armas, em uso desde pelo menos 1891, exibe um saveiro baiano sob vela rumo ao Monte Pascoal, ladeado por uma figura masculina do Trabalho e uma figura feminina de barrete frígio personificando a República. A bandeira, desenhada em 1889 por Diocleciano Ramos, ostenta o célebre triângulo branco maçônico num cantão azul — homenagem à Revolta dos Alfaiates de 1798 — sobre quatro faixas horizontais alternadas de branco e vermelho.
| Estado | Bahia (capitania desde 1534, província em 1824, estado desde 15 de novembro de 1889) |
|---|---|
| Capital | Salvador (primeira capital do Brasil, 1549–1763) |
| Região | Nordeste |
| Brasão adotado | 1891, com alterações posteriores em meados do século XX |
| Bandeira criada | 1889, por Diocleciano Ramos; proibida durante o Estado Novo (1937–1945) |
| Festa cívica principal | 2 de Julho — Independência da Bahia (1823) |
| Patrimônio notável | Pelourinho (UNESCO), Forte de São Marcelo, Igreja do Bonfim |
| Referência histórica | Porto Seguro (1500), fundação de Salvador (1549), Conjuração Baiana (1798) |
Brasão de Armas da Bahia — Saveiro rumo ao Monte Pascoal, com figuras alegóricas do Trabalho e da República
O brasão da Bahia está em uso oficial desde pelo menos 1891, pouco após a Proclamação da República. O desenho passou por modificações em meados do século XX, chegando à versão vigente. Ao contrário de brasões europeus clássicos, segue uma tradição emblemática republicana carregada de referências históricas e alegóricas.
A Bahia foi o primeiro ponto de contato entre portugueses e o território brasileiro. A esquadra de Pedro Álvares Cabral chegou a Porto Seguro em 22 de abril de 1500. Em 1549, Tomé de Sousa fundou Salvador, que serviu como capital do Brasil colonial até 1763, quando a sede do governo foi transferida para o Rio de Janeiro.
O brasão reflete essa primazia histórica, mas também recebe críticas por privilegiar representações eurocentradas e coloniais: as figuras alegóricas são brancas, a cena do saveiro celebra a chegada dos colonizadores e não há referência às populações indígenas nem à diáspora africana que moldou profundamente a cultura baiana.
Bandeira da Bahia — Triângulo maçônico sobre faixas azul, branco e vermelho
A bandeira da Bahia foi criada em 1889 por Diocleciano Ramos, médico e republicano baiano, no contexto da Proclamação da República. Durante o Estado Novo (1937–1945), seu uso foi proibido junto com os demais símbolos subnacionais. Restabelecida após a redemocratização, decretos de 1960 e 2011 buscaram regulamentar seu uso oficial.
A bandeira é composta por quatro faixas horizontais alternadas de branco e vermelho, com um cantão azul no canto superior esquerdo contendo um triângulo branco centralizado.
A bandeira é hasteada em todos os edifícios públicos estaduais e preside cerimônias oficiais. Ganha destaque especial nas celebrações do 2 de Julho, quando desfiles cívicos percorrem as ruas de Salvador com os carros alegóricos do Caboclo e da Cabocla, símbolos populares da Independência da Bahia. A bandeira também está profundamente enraizada na identidade cultural baiana, presente em festas populares, manifestações artísticas e no cotidiano da população.
O triângulo é branco, centralizado no cantão azul, e é um símbolo maçônico que homenageia o emblema dos conjurados da Inconfidência Mineira (1789), representando liberdade, igualdade e fraternidade. As cores vermelha, branca e azul já haviam aparecido em emblemas ligados à Conjuração Baiana de 1798.
A bandeira foi desenhada por Diocleciano Ramos, médico e republicano baiano, apresentada numa reunião do Partido Republicano em 25 de maio de 1889 e aprovada no dia seguinte. Seu uso foi proibido durante o Estado Novo (1937–1945) e só recebeu regulamentação estadual formal pelo Decreto n.º 17.628, de 11 de junho de 1960.
Quatro faixas horizontais alternadas de branco e vermelho, com um cantão azul no canto superior esquerdo contendo o triângulo branco maçônico.
O brasão apresenta duas figuras como tenentes: uma masculina, com martelo, bigorna e roda, personificando o Trabalho/Indústria, e uma feminina de barrete frígio, personificando a República/Liberdade. O escudo central azul contém um saveiro baiano sob vela rumo ao Monte Pascoal, encimado por uma estrela radiante.
O 2 de Julho de 1823 marca a Independência da Bahia, quando as tropas portuguesas foram definitivamente expulsas de Salvador. É a principal festa cívica do estado, com desfiles e celebrações populares que superam em importância local o 7 de Setembro.
Última revisão pela equipe editorial do Emblema Mundi em 4 de julho de 2026.