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Estado
Os símbolos de Alagoas, desenhados pelo médico e folclorista Théo Brandão, contam a história de três povoações num único escudo: a torre ribeirinha de Penedo, as colinas de Porto Calvo e três peixes de prata pelas lagoas — Mundaú, Manguaba e Jequiá — que deram nome à antiga povoação de Alagoas e, mais tarde, ao próprio estado. A bandeira, adotada no mesmo ano de 1963, rompe com o tricolor horizontal tradicional ao dispor suas faixas azul, branca e vermelha na vertical, num desenho que remete à República de Palmares e à terra natal do Marechal Floriano Peixoto e do Marechal Deodoro da Fonseca, proclamador da República brasileira.
| Estado | Alagoas (capitania autônoma desde 1817, província em 1824, estado desde 1889) |
|---|---|
| Capital | Maceió (desde 1839; antes Alagoas do Sul, atual Marechal Deodoro) |
| Brasão e bandeira adotados | Lei n.º 2.628, de 23 de setembro de 1963 |
| Autor | Théo Brandão (Theotônio Vilela Brandão, 1907–1981), médico e folclorista |
| Cores da bandeira | Vermelho, branco e azul (faixas verticais) |
| Lema | Ad Bonum et Prosperitatem (“Pelo bem e pela prosperidade”) |
| Figuras históricas | Marechal Deodoro da Fonseca, Marechal Floriano Peixoto, Zumbi dos Palmares |
| Região | Nordeste |
Brasão de Armas de Alagoas — Escudo reunindo os emblemas de Penedo, Porto Calvo e da antiga povoação de Alagoas, ladeado por cana-de-açúcar e algodão
O brasão de Alagoas é um escudo de tradição portuguesa dividido em três campos, cada um representando uma das povoações fundadoras do estado. Do lado direito de quem olha (destro), um rochedo vermelho emergindo de um mar ondado sustenta uma torre vermelha — as armas de Penedo, antiga vila ribeirinha do rio São Francisco. Do lado esquerdo (sinistro), três colinas vermelhas unidas, a do meio mais alta, erguem-se sobre oito faixas onduladas alternadas de azul e prata — as armas de Porto Calvo. No chefe (terço superior do escudo), sobre um campo azul ondado, nadam três tainhas de prata dispostas uma sobre a outra — as armas da antiga povoação de Alagoas, hoje o município de Marechal Deodoro.
O escudo é ladeado por dois ramos atados na base — um de cana-de-açúcar e outro de algodão, as duas culturas históricas do estado — e encimado por uma estrela de prata de cinco pontas. Uma fita verde bordada de ouro traz o lema latino AD BONUM ET PROSPERITATEM.
Alagoas foi administrada a partir de Pernambuco desde o início do período colonial até 16 de setembro de 1817, quando a Coroa portuguesa a separou em capitania própria, medida tomada no contexto conturbado da Revolução Pernambucana daquele ano. O território tornou-se província após a independência do Brasil em 1822. Em 1824, Alagoas foi convidada a aderir à efêmera Confederação do Equador, o movimento separatista republicano centrado em Pernambuco, mas não aderiu — ao contrário, serviu de base às tropas imperiais enviadas para sufocar o movimento. A capital foi transferida da antiga Alagoa do Sul para Maceió em dezembro de 1839. Alagoas tornou-se estado com a Proclamação da República em 1889 — da qual é natural o Marechal Deodoro da Fonseca, seu primeiro proclamador, assim como o Marechal Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil.
O episódio mais marcante do território é anterior a tudo isso: o Quilombo dos Palmares, centrado na Serra da Barriga, no atual município de União dos Palmares, foi a maior e mais duradoura comunidade de africanos autolibertados do Brasil colonial. Seu povoado principal caiu para uma expedição colonial em 6 de fevereiro de 1694; seu último líder, Zumbi, sobreviveu ao ataque mas foi morto pouco mais de um ano depois, em 20 de novembro de 1695 — data hoje adotada nacionalmente como o Dia da Consciência Negra.
Bandeira de Alagoas — Três faixas verticais vermelha, branca e azul, com o brasão (sem a fita do lema) na faixa branca
A bandeira atual foi instituída ao lado do brasão pela Lei n.º 2.628, de 23 de setembro de 1963, ambos concebidos por Théo Brandão. Substituiu uma bandeira provincial não oficial e um estandarte com apenas o brasão, usados com interrupções desde a década de 1890.
A lei descreve a bandeira como terciada em pala, de vermelho, branco e azul — ou seja, dividida em três faixas verticais iguais: vermelho junto à haste, branco ao centro e azul na extremidade oposta. O brasão de armas do estado, sem a fita do lema, é centralizado na faixa branca. Fontes alagoanas descrevem a escolha de um tricolor vertical, nessa ordem de cores, como um afastamento deliberado da bandeira francesa — o branco central lido como nota de neutralidade entre as tradições regionais do estado.
A bandeira é hasteada em todos os edifícios públicos estaduais e preside as cerimônias oficiais. No dia 20 de novembro — Dia da Consciência Negra, em homenagem a Zumbi dos Palmares, herói alagoano — a bandeira ganha destaque especial nas comemorações em todo o estado, particularmente na Serra da Barriga, sítio do antigo Quilombo dos Palmares, patrimônio cultural do Brasil.
O nome refere-se às numerosas lagoas costeiras da região, como a Lagoa Mundaú e a Lagoa Manguaba, que marcam a paisagem do litoral alagoano.
Alagoas é berço do Marechal Deodoro da Fonseca, que proclamou a República em 15 de novembro de 1889, e do Marechal Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil.
As três tainhas de prata empilhadas sobre campo azul representam as três lagoas da região — Mundaú (ou do Norte), Manguaba (ou do Sul) e Jequiá — que deram nome à antiga povoação de Alagoas e, depois, ao estado, além da economia pesqueira historicamente associada a elas.
Verticais. A Lei n.º 2.628, de 23 de setembro de 1963 descreve a bandeira como terciada em pala — três faixas verticais iguais, vermelha junto à haste, branca ao centro e azul na extremidade oposta, com o brasão centralizado na faixa branca.
O Quilombo dos Palmares, centrado na Serra da Barriga (atual município de União dos Palmares), foi a maior e mais duradoura comunidade de africanos autolibertados do Brasil colonial. Seu povoado principal caiu em 6 de fevereiro de 1694; seu último líder, Zumbi, foi morto pouco mais de um ano depois, em 20 de novembro de 1695 — data hoje marcada nacionalmente como o Dia da Consciência Negra.
Última revisão pela equipe editorial do Emblema Mundi em 4 de julho de 2026.